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Heróis da Fé: Charles Spurgeon, o príncipe dos pregadores

Charles Haddon Spurgeon (1834-1892) nasceu em Kelvedon, Essex, Inglaterra. Filho de John Spurgeon e Eliza Jarvis, ele cresceu em uma família de clérigos cristãos. Seu pai e avô eram ministros não conformistas (não eram anglicanos).
Devido às condições econômicas de seus pais, Spurgeon foi enviado para morar com seus avós aos 18 meses. Seu avô, James Spurgeon, foi ministro da igreja em Stambourne por 54 anos. Esses poucos anos com os avós tiveram um impacto profundo na vida do jovem. Embora tenha crescido entre cristãos comprometidos, Spurgeon não alcançou fé pessoal em Cristo até os 15 anos de idade.
Quando se decidiu pela vida cristã, fez uma trajetória meteórica em busca do conhecimento. Spurgeon passou um tempo em treinamento ministerial, mas nunca frequentou nenhuma escola teológica formal. Ele também serviu, pregando para uma pequena congregação perto de sua casa por cerca de dois anos, em Waterbeach. Mas o chamado divino em sua vida logo o levaria à maior cidade do Império Britânico.
Com apenas 19 anos, ele foi convidado para ser ministro em uma das seis maiores igrejas batistas de Londres. New Park Street tinha um patrimônio incomum para outros templos da época. Entre seus ex-pastores estavam Benjamin Keech, Dr. John Gill e Dr. John Rippon. Esses três grandes nomes da história batista serviram por 150 anos juntos na New Park Street.
No entanto, quando Spurgeon chegou a New Park Street, que ficava no meio de um distrito industrial imundo e difícil de alcançar, ela havia perdido 1.000 membros, de um total de 1.200 pessoas.
Em poucos meses, a pregação apaixonada de Charles Spurgeon começou a encher aquela igreja, o que o forçou a se mudar para locais maiores – quanto mais as notícias de suas mensagens se espalharam. Finalmente, em 1861, Spurgeon adquiriu uma igreja construída para esse fim, o Tabernáculo Metropolitano, com capacidade para 5.000 pessoas, e lá permaneceu pelos 38 anos restantes de sua vida.
Susannah Thompson, esposa de Charles Spurgeon. (Foto: Pinterest)
Foi como ministro em New Park Street que conheceu Sussanah Thompson, quando a batizou. Um ano depois, em 1856, a jovem se tornaria sua esposa. Além do afeto, o casal também formou um vínculo forte devido às condições de saúde que enfrentariam: ela ficaria semideficiente e Spurgeon sofreria de gota e depressão durante a maior parte do casamento. Os gêmeos Thomas Spurgeon e Charles Spurgeon Jr. nasceram desse relacionamento.
Susannah se tornou a secretária pessoal de seu marido. Certa vez, foi relatado que ela fazia anotações enquanto ele falava durante o sono. Quando ele acordou, Spurgeon encontrou o sermão que havia murmurado em seu sono. Ele tinha dormido, mas Susannah não. Mesmo depois de sua morte, Sussanah manteve o trabalho de seu marido vivo, publicando seus sermões e distribuindo milhares de livros para jovens pastores.
Milhares de sermões
Considerado o maior pregador da Grã-Bretanha do século 19 e possivelmente do mundo, Spurgeon frequentou as escolas locais por alguns anos, mas nunca obteve um diploma universitário. Mas, ao longo de sua vida, ele compensou a ausência do ensino superior lendo livros, especialmente teólogos puritanos. Diz-se que sua biblioteca pessoal acabou ultrapassando 12.000 volumes.
Spurgeon pregou milhares de sermões, quase todos impressos e distribuídos em todo o mundo, de modo que, quando ele morreu, cerca de 56 milhões de cópias haviam sido impressas em quase 40 idiomas.
Ele era um homem piedoso que pregava a verdade de Deus de uma forma séria e desafiadora, mas cheia de calor, paixão, inteligência e humor. Spurgeon é autor de frases memoráveis, entre as quais: “Uma Bíblia que está se desintegrando geralmente pertence a alguém que não está” e “A maior alegria de um cristão é dar alegria a Cristo”.
Ele pregou regularmente para um número extraordinário – uma vez para 24.000 pessoas no Crystal Palace – e sem qualquer amplificação. Susannah Thompson foi uma grande defensora do ministério de Spurgeon. Sua doença o levou a passar os meses de inverno em Menton, na Côte d’Azur francesa, onde trabalhou escrevendo sermões e publicações, morrendo lá em 1892 aos 57 anos. O corpo de Spurgeon foi enterrado no cemitério de West Norwood, em Londres.
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