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Somente livros cristãos cresceram em vendas nos últimos 14 anos no Brasil, diz pesquisa

Apenas o segmento de livros religiosos apresentou resultado positivo no Brasil nos últimos 14 anos. Mesmo assim, o desempenho foi pequeno: entre 2006 e 2019, suas vendas aumentaram 2%. Os dados fazem parte da Pesquisa de Produção e Vendas do Setor Editorial Brasileiro, cuja atualização da série histórica foi divulgada recentemente, incluindo informações 2019.
O estudo é feito pela empresa de pesquisas de mercado Nielsen Book, coordenada pela Câmara Brasileira do Livro (CBL) e pelo Sindicato Nacional dos Editores do Livro (SNEL). A pesquisa é baseada em uma amostra de editoras, correspondendo a 61% do mercado brasileiro. Para a comparação entre si, os números foram corrigidos pelo IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo).
O percentual não é grande, mas alguns autores nacionais do segmento cristão notaram diferença nas vendas, por outro lado, as editoras de livros literários também sentem uma desproporção em relação aos títulos do catálogo editorial.
A pesquisa Retratos da Leitura no Brasil, na edição de 2016, informou que houve aumento de leitores e que a Bíblia é o gênero mais lido no país, resultando em 42% dos leitores, enquanto obras, contos e romances ocupam 22 individualmente. . % dos índices.
Literatura cristã em ascensão
Aproveitando os dados e acreditando na sua eficácia, a autora Larissa Pessoa se expressou defendendo os índices: “Muitos dizem que esses números são quantitativos, mas não qualitativos, mas penso diferente. Qualidade e aprendizado são individuais, cada um sabe o que ganha ao ler um livro, seja ele cristão ou não. “.
A maceioense é autora de “Se não fosse o seu amor”, lançado em 2019, e atualmente trabalha no processo editorial de “Amor Perfeito”, sequência da história. A filha de Larissa Pessoa, Sara Avelino, segue os passos da mãe e atualmente trabalha na edição de seu livro de estreia, uma história infantil cristã.
Por outro lado, a editora do Grupo Editorial Coerência, Lilian Vaccaro, se posicionou em defesa de outros segmentos do mercado editorial: “Os títulos de ficção e não ficção acabam ficando para trás quando o assunto é religião, porém, em um país onde a leitura não é incentivada pelo governo, o importante é preservar o hábito. ”
Outono de 2014
Olhando para o setor editorial como um todo, as vendas no país caíram 20% nesses 14 anos, embora o resultado de 2019, um crescimento de 6%, tenha entrado na série histórica para melhorar o retrato. Retirada do cálculo a venda de livros para o governo, a queda vai para 29%.
Ao avaliar a crise, os pesquisadores observam que o período de 2006 a 2019 apresenta duas fases com características diferentes. Na fase 2006-2014, houve estagnação, 0,1% do crescimento total do mercado. Na fase 2014-2019, houve queda de 20%. De acordo com a pesquisa, o ano mais dramático foi 2015.
O segmento que mais diminuiu, de 41% nas vendas ao mercado, foi o de livros científicos, técnicos e profissionais (denominado CTP em pesquisa). Nesse grupo estão produtos, por exemplo, usados ​​em universidades. Considerando as vendas ao governo, a queda foi um pouco menor, de 38%. Essas obras geralmente são mais caras do que as de outro tipo e também enfrentam as mudanças tecnológicas pelas quais a educação passa. O volume de negócios com a CTP aumentou no início do período, com um crescimento de 17% de 2006 a 2014, época com maiores investimentos no Ensino Superior. No entanto, caiu 50% depois, de 2014 a 2019.
Entre as obras gerais, grupo em que se concentram títulos literários, a queda nas vendas totais foi de 34%. Levando em consideração apenas as vendas ao mercado (sem compras do governo), foi de 37%.
Quanto aos livros didáticos, as vendas caíram 8% ao longo desses 14 anos. Excluindo o governo, que responde por cerca de 50% do resultado desse segmento, a retração foi de 23%.
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