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Em meio à pandemia, a igreja abre espaço para os sem-teto

A Igreja Presbiteriana de Americana, no interior de SP, abriu seu espaço físico para abrigar moradores de rua durante a pandemia do novo coronavírus (Covid-19).
A recepção de até 100 pessoas, entre homens e mulheres, é realizada por uma equipe da Associação Vinde à Luz, em parceria com a Secretaria de Ação Social e Desenvolvimento Humano.
O pastor Jabis Ipólito de Campos Júnior diz que a igreja tem um salão social, várias salas onde são realizadas atividades da escola bíblica, chuveiros e cozinha. O serviço começou na terça-feira (7) e 19 pessoas já terão pernoite, refeições e banho.
Um post da igreja no Facebook mostra uma sala de estar, com distância social entre o acolhimento, onde os sem-teto estão assistindo TV.
Os sem-teto da Igreja Presbiteriana assistem TV nas dependências da igreja. (Foto: Reprodução / O Liberal)
“Começamos com 11 abrigos e, nesses 18 dias de atividade, 91 pessoas passaram pelo abrigo, das quais 47 ainda estão lá e 44 foram deixadas por alguns motivos”, declara o post, em 21 de abril.
Entre os motivos da demissão estão alguns casos, como “eles conseguiram emprego e moradia; voltou para a família; eles voltaram para suas cidades de origem; oferta aceita de tratamento gratuito na clínica AVL; transferência para outra instituição “.
Precauções
Nilza Tavoloni, coordenadora da equipe da Associação Vinde à Luz, explica que a equipe técnica da associação será responsável pelo acolhimento e cuidado que a população de rua exige. Eles poderão passar a noite no local, receber café da manhã, almoço, jantar e até tomar um banho.
“Cuidar, acolher e manter de 80 a 100 pessoas nessa condição, sem ocupação, sem poder sair, é muito difícil. O objetivo não é reunir pessoas, é um acolhimento, onde elas se sentem bem, respeitadas, bem-vindas, podem passar qualidade de vida nesse período e depois dar novos destinos às suas vidas “, explicou o coordenador.
O Departamento de Ação Social e Desenvolvimento Humano de Americana estava procurando um abrigo temporário para até 100 pessoas sem-teto, para impedir a transmissão do novo coronavírus (Covid-19) entre eles.
Em entrevista ao LIBERAL, o secretário de Ação Social, Ailton Gonçalves, lembrou que entre essa população muitas pessoas “têm resistência natural ao abrigo”, mas disseram que estarão “de portas e corações” abertos.
“Em março, avaliamos, 72 pessoas que contatamos, 50 ‘veriam’ o abrigo se estivesse pronto”, lembrou.
Para a manutenção do espaço durante a crise do coronavírus (Covid-19), doações de alimentos, materiais de limpeza, materiais de higiene pessoal, gel de álcool, camas de solteiro, colchões, lençóis, toalhas e roupas masculinas.
Além disso, Nilza enfatiza a necessidade de jogos, materiais para bordar, pintura, desenho e outros artesanatos e parcerias para promover o lazer durante a recepção.
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